Mato Grosso, 20 de fevereiro de 2017

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Vereador suspeito de estupro tem processos de cassação arquivados

Em 17 de fevereiro de 2017 as 07h23

Câmara de Cuiabá diz que aguarda decisão da Justiça para analisar pedidos. Vereador Chico 2000 é suspeito de abusar de menina de 11 anos em Cuiabá.

Fonte: G1 MT

http://expressomt.com.br/matogrosso/vereador-suspeito-de-estupro-tem-processos-de-cassacao-arquivados-176805.html

Crédito: Thiago Cesar/Secom-Câmara de CuiabáVereador Chico 2000 é investigado pela Polícia Civil por suspeita de estupro de vulnerável
A Câmara de Cuiabá decidiu arquivar os processos de cassação do vereador Francisco Carlos Amorim Silveira, o Chico 2000 (PR), suspeito de ter abusado sexualmente da filha da noiva dele, de 11 anos. O parlamentar, que foi reeleito com 3.620 votos em outubro do ano passado, chegou a ser preso em dezembro, sendo solto dias antes de ser diplomado para exercer o seu 4º mandato.

A redação não conseguiu contato com o vereador Chico 2000. Ao ser diplomado, em dezembro passado, o vereador se manifestou sobre o caso e disse estar com a consciência tranquila e que aguardava a finalização do inquérito.

O anúncio foi feito pelo presidente do legislativo municipal, vereador Justino Malheiros (PV), na manhã dessa quinta-feira (16), junto a Comissão de Ética que analisava os dois pedidos de cassação registrados contra o vereador. De acordo com a Mesa Diretora, a decisão pelo arquivamento se deu  porque não há nenhuma decisão judicial contra o parlamentar.

Conforme o presidente, os pedidos apenas voltarão a ser analisados após a Justiça se manifestar sobre o caso. Segundo ele, a Lei Orgânica do Município prevê a perda do mandato do vereador que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. Em caso de julgamento antecipado, a Câmara pode ser penalizada.

“Como não houve uma condenação decidimos arquivar o processo em desfavor do vereador Chico 2000. Não vamos fazer pré-julgamentos. Por ser um processo criminal, ele está na alçada  do Judiciário. Assim que a Justiça resolver essa decisão, a Câmara tomará as medidas cabíveis a quais lhe compete”, disse Malheiros.

Investigação
O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) desde novembro do ano passado. No entanto, segundo a assessoria da Polícia Civil, o inquérito – que está sob sigilo – ainda não foi finalizado, pois o delegado Daniel Lemos Valente achou necessária a realização de novas diligências.

O abuso contra a filha da noiva do vereador teria ocorrido em outubro do ano passado, durante uma festa na casa em que morava com a família, na capital. O pai da criança foi quem procurou a Deddica para denunciar o caso. Em depoimento, a menina confirmou o crime para a polícia.


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