Mato Grosso, 27 de março de 2017

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Bem-estar

A ecoendoscopia no tratamento do câncer de vesícula

Em 15 de fevereiro de 2017 as 14h25

Fonte: ÍconePress Assessoria

http://expressomt.com.br/variedades/a-ecoendoscopia-no-tratamento-do-cancer-de-vesicula-176673.html

Crédito: Assessoria Roberto Barreto

Antes de falar sobre o câncer de vesícula biliar, é preciso saber o que é esse órgão e o que ele faz. A vesícula biliar é um órgão pequeno, em forma de pêra, que está localizado abaixo do fígado. Sua principal finalidade é armazenar e concentrar a bile, um líquido produzido pelo fígado, que ajuda na digestão das gorduras. A doença ocorre quando células anormais crescem dentro órgão. Não se sabe o motivo disso acontecer, mas certos fatores aumentam as chances de desenvolvê-la, como por exemplo, o tabagismo, obesidade e diabetes.


Os sinais e sintomas do câncer de vesícula biliar geralmente surgem quando a doença já está em estágio avançado, mas em alguns casos podem levar a um diagnóstico precoce, quando o tratamento pode ser mais eficaz. Outros sintomas menos comuns incluem perda de apetite, perda de peso, inchaço abdominal, prurido intenso e fezes escuras. Todos esses sinais e sintomas também podem ser causados por outras patologias não cancerosas. Portanto, a qualquer sintoma a indicação é consultar um médico especialista imediatamente para que a causa possa ser diagnosticada e tratada, se necessário.


Um dos tratamentos para o câncer na vesícula é a ecoendoscopia, que tem implicações importantes na abordagem diagnóstica e no tratamento de variadas situações clínicas.  A ecoendoscopia permite, por exemplo, determinar a extensão da disseminação de certos tumores do trato digestivo ou do trato respiratório, ao avaliar com precisão a profundidade da invasão do tumor na parede e se já existe disseminação para os gânglios linfáticos adjacentes ou estruturas vitais vizinhas.


Por outro lado, a ecoendoscopia permite também esclarecer se um determinado abaulamento da parede do tubo digestivo corresponde a uma compressão provocada por órgão vizinho, ou a uma lesão da própria parede recoberta por mucosa de aspecto normal - nesse caso, a ecoendoscopia permite caracterizar essa lesão e avaliar com precisão o seu tamanho, camada de origem na parede e diversas características morfológicas, e pode sugerir o diagnóstico mais provável.


Em Mato Grosso, o exame de alta tecnologia pode ser encontrado somente no Centro de Endoscopia Cuiabá (CEC). Assim como acontece com todos os tipos de câncer, as chances de sobrevivência dependem da fase em que a doença for diagnosticada. Por isso, é importante fazer exames regulares, mesmo que você não esteja em um grupo de risco.


Roberto Barreto é vice presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva em Mato Grosso (Sobed-MT) e diretor técnico do Centro de Endoscopia de Cuiabá (CEC).



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