Mato Grosso, 20 de fevereiro de 2017

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Polícia Civil prende quadrilha de roubo e tráfico articulados dentro de presídio de Juína

Em 17 de fevereiro de 2017 as 07h33

A operação “Retomada 03” foi deflagrada na terça-feira (14). A ação cumpriu 8 ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e 05 mandados de prisão.

Fonte: Assessoria | PJC-MT

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Quatro pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e envio de aparelhos celulares para dentro de presídios foram presas pela Polícia Judiciária Civil, na operação “Retomada 03”, deflagrada na terça-feira (14.02), em Juína (735 km a Noroeste).

A ação cumpriu 8 ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e 05 mandados de prisão, sendo dois deles contra um meliante de 27 anos, conhecido como “Nego”, e os outros contra “Luiz Tatoo”, de 35, e “Cididnha”, de 36 anos.

O quarto suspeito, conhecido como “Beira Mar”, apontado como líder da quadrilha, teve o mandado de prisão cumprido dentro da Penitenciária Central de Cuiabá. Com o suspeito, foram apreendidos dois aparelhos celulares, que eram utilizados para ordenar os crimes aos demais integrantes da quadrilha.

Os suspeitos responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. Além do mandado de prisão por atuação na quadrilha, “Nego”, estava com outra ordem de prisão em aberto, apontado como autor de uma tentativa de homicídio, ocorrida no dia 24 de dezembro de 2016.

As investigações que levaram a desarticulação do grupo criminoso iniciaram após o aumento significativo de ocorrências de roubos de celulares em Juína. O trabalho de investigação identificou um forte esquema de tráfico de drogas no município e em cidades vizinhas como Colniza, Campo Novo do Parecis e Brasnorte.

O líder da quadrilha, “Beira Mar”, requisitava o roubo dos celulares aos demais integrantes, muitas vezes aliciando menores de idade a prática da ação criminosa, assim como outras pessoas ligadas ao tráfico de drogas. Os aparelhos eram enviados para os presídios, onde eram utilizados por outros membros da associação criminosa, que orientava a prática dos crimes.

A suspeita, “Cididnha”, é proprietária de uma loja de roupas e bastante conhecida na cidade. Nas investigações foram constatadas evidências de que ela era a responsável financeira da quadrilha, atuando nas cobranças, pagamentos e distribuição de valores. Em buscas na casa e na loja da suspeita, policiais encontraram mais indícios da atividade criminosa da quadrilha.

Segundo a Polícia, o mesmo grupo está ligado a 16 quilos de drogas apreendidos pela Polícia Militar, no final de 2016, no município, além de várias outras apreensões de entorpecentes realizada pela Polícia Civil ao longo do ano.

As investigações estão em andamento com objetivo de identificar outros integrantes do grupo, especialmente de traficantes de drogas e detentos do presídio de Juína.

A operação contou com a participação de 16 policiais civis, sob a coordenação dos delegados, Rodrigo Costa Rufato e José Ricardo Garcia Bruno e delegado regional, José Carlos de Almeida Junior. 


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