Mato Grosso, 28 de março de 2017

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Rivais se rendem à geração bicampeã invicta: "Lembra time de 1970, 1982"

Em 20 de março de 2017 as 08h34

Base de time que conquistou sub-15 leva campeonato no Chile sem perder mais uma vez. Para técnico chileno e colombiano, jovens vão renovar seleção brasileira principal

Fonte: G1

http://expressomt.com.br/esportes/rivais-se-rendem-a-geracao-bicampea-invicta-lembra-time-de-1970-1982-178992.html

Crédito: Raphael ZarkoO baiano Carlos Amadeu comemorou o time sub-17
Extraordinário, espetacular, magnífico. Além de títulos, a geração que venceu o Chile por 5 a 0 e ganhou o Sul-Americano invicto coleciona elogios de todas as partes. Os dois últimos treinadores que enfrentaram a seleção de Vinicius Junior, Alan, Lincoln, Paulinho e companhia admitiram que o Brasil sobrou no campeonato continental. 

Também pudera. Foram nove partidas - sete vitórias, dois empates, com 24 gols marcados (média de 2,7 por jogo) e apenas três sofridos. A superioridade técnica, tática e física do Brasil poucas vezes foi tão exposta num torneio de base. 

- São espetaculares. A melhor seleção que vi em muito tempo. Realmente me lembra time de 1970, de 1982. É uma geração maravilhosa, de grandes jogadores, muito talentosos. Carlos Amadeu comanda um time que me parece que vai renovar a seleção brasileira no futuro - apostou Carlos Restrepo, técnico da seleção colombiana sub-17, que ficou em quarto lugar e também se classificou para o Mundial da Índia, em outubro.

Vice-campeão, o argentino naturalizado chileno Hernán Caputto valorizou também os treinadores que comandaram os jogadores no Sul-Americano sub-15, em 2015, e no sub-17, disputado no Chile. Ele lembrou que passou experiência em Teresópolis com os dois técnicos e disse que aprendeu conceitos e novas maneiras para a profissão.

- Brasil tem uma geração extraordinária. Tiveram dois treinadores magnifícos, que são o Carlos Amadeu e o Guilherme Dalla Dea. Não me resta a menor dúvida de que boa parte deste grupo vai chegar ao sub-20. Tem Vinicius, Lincoln, os laterais… A verdade é que é uma equipe muito completa. Tiveram a sorte também de manter o time em toda a competição, o que é muito bom para um time. Estamos competindo num Sul-Americano, mas isso não tira a realidade: o Brasil é uma potência mundial - afirmou Caputto.

Orgulhoso, Amadeu lembrou dos tempos de torcedor, quando era apaixonado pela seleção brasileira, e acompanhava todas as Copas do Mundo. Na análise do técnico, os anos sem conquista do Mundial até 1994 transformaram e confundiram o futebol brasileiro. 

- A gente sempre jogou muito bem, foi competitivo e tinha a plástica do jogo. Existe a tendência do campeão mundial criar escola. E nesse momento creio que perdemos um pouco essa compromisso com o espetáculo. A gente ouvia entrevistas: "quer espetáculo vai assistir em outro local, não aqui". Mas o futebol é um espetáculo. Então tem que se preocupar em jogar futebol e tentar dar espetáculo para atrair o público. Esse é meu pensamento, é o pensamento que nós temos hoje. Por isso ficamos muito felizes de ouvir isso dos treinadores da Colômbia, do Chile. Não só eles. O pessoal da Conmebol nos reuniu durante o Sul-Americano e eles disseram que ficaram encantados com a nossa seleção. Eles amam o futebol brasileiro na sua essência - comentou Amadeu. 



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